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Lições e valores sobre a oração

Falar sobre a oração daria muitas páginas a serem escritas e muitas explicações que talvez se torne um enorme livro. Porém, gostaria de apresentar brevemente algumas lições e valores sobre a oração.

  1. A única maneira de falar com Deus

Costumo dizer que Deus tem diversas maneiras de falar conosco: Pela Bíblia, por profecias, por sinais do dia a dia ou até mesmo ouvindo a voz do próprio Deus. Porém, a única maneira de nós nos comunicarmos com Ele é através da oração.

A oração é tão importante e é uma maneira tão exclusiva de falar com Deus, que há vários registros nos Evangelhos em que Jesus separava um tempo durante o seu ministério corrido na terra para falar com o Pai através da oração.

   2. Para orar é preciso ter fé

Quando oramos, costumamos fazer isso para um Deus invisível. Sendo um Deus que não vemos, é preciso ter fé para falarmos com Ele e acreditarmos que Ele nos ouve e atende. O livro de Hebreus 11:1 vai dizer que a fé é o firme fundamento de coisas que se esperam ou a convicção de fatos que não se vêem.

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11:6

Porém, quando não temos fé para orar, podemos pedir a Deus, mesmo sem fé, para que Ele nos ajude na nossa incredulidade.

Certa vez um homem chegou até Jesus com o seu filho possesso por um espírito imundo. Aquele pai desesperado pede ajuda a Jesus, porém, manifesta uma incredulidade.

E ele disse-lhe: Desde a infância. E muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos.

“E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! ajuda a minha incredulidade.” Marcos 9:21-24

Aquele homem teve a humildade de pedir ajuda em meio sua falta de fé. E alcançou o milagre na vida de seu filho. Se você não tem fé, seja humilde e peça ajuda para que Deus o revista da fé sobrenatural.

   3. A oração é para todos os momentos e deve ser constante

Muitas vezes nos lembramos de orar somente quando estamos em uma situação difícil em nossas vidas. Geralmente, diante de sua grande misericórdia, Deus nos atende. Entretanto é necessário entenderemos que a oração é para todas as horas e não somente nos momentos difíceis.

Como falamos anteriormente, Jesus como nosso espelho de vida com Deus, orava ao Pai em vários momentos, tanto quando ia realizar um milagre, como quando estava sozinho em um monte. Oração também é sinônimo de comunhão com Deus. Você conversa com quem você ama? (pai, mãe, filhos, esposa, marido, amigos…). Assim se amamos é Deus, deve ser natural o desejo de querermos conversar com Ele quaisquer que sejam as situações.

     4. Exercite a oração em secreto

Jesus nos ensinou uma lição valiosa sobre a oração durante o sermão da montanha. Ele nos mostrou que uma oração eficiente não é aquela que gritamos a plenos pulmões para que todos saibam que estamos orando e assim nos vangloriar.

“E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” Mateus 6:5,6

Já vimos que na prática Jesus costumava ficar sozinho no monte orando.

   5. Ore com sabedoria

No mesmo contexto em que Jesus está trazendo a valiosa lição da oração em secreto, Jesus nos mostra que o Pai conhece os nossos desejos e não precisamos ficar repetindo as mesmas coisas achando que Ele vai nos atender pelo excesso de palavras.

“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.” Mateus 6:7,8

Em seguida Jesus ensina o modelo de oração do Pai nosso.

    6. A resposta da oração depende da vontade soberana de Deus

O próprio “Pai Nosso” está aí para provar isso. Na oração que Cristo nos ensinou diz: “Seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu”. Significa dizer que nossas orações estão sujeitas a vontade e as promessas de Deus para nossas vidas.

“E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.” 1 João 5:14

Muitas vezes pedimos algo para Deus que não está em seus planos. Sabemos que a vontade dele prevalece. Um exemplo bem difícil de entender é que algumas vezes Deus cura e salva da morte, outras vezes não. Já tive experiência de orar por pessoas enfermas e vê-las ser curada. Porém, também tive experiência de orar e ainda assim a pessoa morrer. Acontece que o milagre não depende da nossa vontade e sim dos propósitos de Deus em relação aquela obra.

     7. Nossas petições devem estar de acordo com as promessas de Deus

Como falamos anteriormente, a resposta da oração depende da vontade soberana de Deus. Assim, nossas petições devem estar debaixo das promessas de Deus para as nossas vidas.

Cada um de nós recebe de Deus determinadas promessas. Uns recebem ministério (pregação, cura e libertação, louvor e etc.), outros recebem restauração em suas vidas e outros até mesmo bênçãos materiais para finalidade do reino de Deus.

Se Deus nos chamou e nos fez promessas específicas, nossas petições devem estar dentro da vontade soberana de Deus. Se Ele te chamou para um ministério, ore dentro do pensamento ministerial. Se te prometeu um milagre específico na sua vida, ore dentro desse pensamento.

O que não podemos fazer é pedir coisas que não estão de acordos com as promessas de Deus para nos tão somente para nos satisfazer. Tiago diz:

“Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis. Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” Tiago 4:2,3

Os nossos pedidos não podem ser feitos para nos satisfazer e sim para glorificar ao nome do Senhor. Por isso devem ser feitos dentro da Sua soberana vontade e promessas.

Um exemplo disso é Daniel. Ele tinha ciência da profecia de Jeremias que Jerusalém seria cativo por setenta anos. Quando se completou os anos, diz a bíblia que ele começa a orar e jejuar para o cumprimento da profecia.

“No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos. E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza.” Daniel 9:2,3

Perceba que Daniel orou dentro das profecias ou promessas que Deus fez ao seu povo que seria cativo na Babilônia.

     8. Devemos perseverar na oração

Quando Jesus falou sobre repetições durante as orações, Ele não estava falando da quantidade de vezes que podíamos orar dentro de determinado propósito e sim da qualidade da oração.

Como vimos no texto anterior, Daniel começou a buscar em oração e jejum o cumprimento de uma promessa. Diz a Bíblia que isso durou vinte e um dias, ou seja, ele passou todo esse tempo orando em prol de um objetivo.

O Senhor manda um anjo levar a mensagem e lhe explica a demora.

“Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. Agora vim, para fazer-te entender o que há de acontecer ao teu povo nos derradeiros dias; porque a visão é ainda para muitos dias.” Daniel 10:12-14

A perseverança na oração de Daniel garantiu a resposta.

Jesus também nos ensina a perseverança através da parábola do juiz iníquo (Lucas 18:1-8). Uma viúva que todos os dias batia na porta do juiz insistindo para que ele julgasse sua causa. Mesmo não temendo a Deus ou homem algum, aquele juiz estava tão aborrecido com a mulher que o importunava que decidiu julgar a causa dela.

“E disse o Senhor: Ouvi o que diz o injusto juiz. E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” Lucas 18:6-8

Jesus ensina a insistir e perseverar dentro de um propósito. Outro texto bem conhecido no sermão da montanha diz:

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.” Mateus 7:7,8

Cristo deixa claro que podemos e devemos perseverar em oração, claro, não esquecendo que nossos pedidos devem estar dentro dos propósitos, promessas e vontade do nosso Deus.

 

Sobre Jesusmar Sousa

Servo do Deus Altíssimo. Livre de religiosidade. E-mail pessoal: jesusmar@guardiaodafe.com.

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